Miriam Leitão: projeto que limita fiscalização por satélite é retrocesso ambiental
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Miriam Leitão: Projeto ambiental é um desastre
A jornalista Miriam Leitão criticou, durante análise no Bom Dia Brasil desta quinta-feira (21), projetos recentes aprovados pela Câmara dos Deputados que flexibilizam regras ambientais e classificou a sequência de votações como uma “semana da destruição ambiental”.
Segundo ela, as medidas representam um retrocesso no combate ao desmatamento e colocam em risco diferentes biomas brasileiros.
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Um dos projetos aprovados restringe o uso de imagens de satélite para aplicação de punições por desmatamento ilegal e obriga a notificação prévia de produtores rurais antes de qualquer sanção. Para o Ministério do Meio Ambiente, a medida pode dificultar a fiscalização remota em áreas de difícil acesso, ao exigir vistoria presencial.
Ao defender o uso da tecnologia no combate aos crimes ambientais, Miriam afirmou que “foi isso que permitiu realmente o avanço do combate” ao desmatamento.
A comentarista também criticou a aprovação do projeto que reduz a área protegida da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. Parte da unidade passará a ser classificada como Área de Proteção Ambiental (APA), categoria considerada menos restritiva por ambientalistas.
“O governo Temer tentou isso e não conseguiu pela pressão da opinião pública. Agora o Congresso aprova uma redução da floresta, uma floresta poderosa, uma floresta preciosa para o Brasil”, disse.
Miriam afirmou ainda que há outras propostas em discussão no Congresso que podem ampliar impactos ambientais. “Tem uma outra proposta que permite o desmatamento de tudo que for campo natural, que não for formação florestal. Isso destrói o Pampa, isso destrói o Pantanal. Isso até a Amazônia tem campos naturais”, declarou.
A jornalista também criticou a mudança de proteção da Flona do Jamanxim. “O que significa isso? Você tira camadas de proteção. Porque a APA é muito menos protegida do que uma floresta nacional”, afirmou.
Os projetos seguem agora para análise do Senado.
Desmatamento feito para criar área de pasto
Divulgação