Michelle garantiu a Moraes que Bolsonaro não ficará sozinho durante domiciliar, dizem aliados
25/03/2026
(Foto: Reprodução) No encontro entre Michelle Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-primeira dama garantiu que Jair Bolsonaro não ficará sozinho “um minuto sequer” enquanto estiver cumprindo pena em regime domiciliar.
A informação é de auxiliares de Michelle que estiveram com ela após a audiência que aconteceu na segunda-feira (23).
O posicionamento veio após Moraes lembrar a tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente, em novembro de 2025. Episódio foi o estopim para que ele fosse retirado da prisão domiciliar e colocado em uma cela da Polícia Federal em Brasília.
Bolsonaro utilizou um ferro de soldar para tentar danificar o dispositivo. O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) do Distrito Federal registrou o alerta de "violação do dispositivo".
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Prisão domiciliar será reavaliada
Bolsonaro pode perder prisão domiciliar se fizer alguma atuação política. Esse foi o recado que o ministro Alexandre de Moraes mandou ao ex-presidente e seu grupo político, ao conceder a prisão domiciliar temporária para o ex-presidente, com necessidade de revisão daqui a 90 dias.
Ou seja, Bolsonaro ficará sob observação. Se melhorar de saúde e passar a fazer política de dentro de casa, Moraes pode não renovar a prisão domiciliar humanitária.
Os advogados do ex-presidente criticam a prisão domiciliar temporária, lembrando que o mesmo não foi feito com Fernando Collor. Porque para Bolsonaro e não para Collor, questionam.
A resposta estará no comportamento do ex-presidente no cumprimento de sua prisão dentro de casa.
"Alexandre de Moraes quer fazer Bolsonaro seu refém, impedindo sua atuação como líder político. A gente celebra pelo lado humanitário, ameniza, mas a decisão dele deixa claro que ele quer controlar o ex-presidente", afirmou o líder do PL, Sóstenes Cavalcante.
Michelle Bolsonaro visita Bolsonaro na sede da PF no dia 23 de novembro de 2025
Evaristo SA/AFP