Lula faz novo procedimento de radioterapia no couro cabeludo
26/05/2026
(Foto: Reprodução) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, nesta terça-feira (26), a segunda sessão de radioterapia superficial no couro cabeludo. O procedimento foi realizado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
O hospital classifica a intervenção como um "tratamento complementar" após a retirada, em abril, de um câncer de pele na região.
Ao todo, serão 15 sessões de radioterapia — a primeira foi realizada nessa segunda-feira (25).
🔎Lula retirou, em abril, um carcinoma basocelular —o tipo mais comum de câncer de pele. Apesar de raramente provocar metástase, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o tumor pode crescer lentamente por anos, destruir tecidos ao redor e causar deformidades quando não tratado (entenda mais abaixo).
Por isso, há necessidade de sessões de radioterapia de caráter preventivo. O procedimento é rápido, dura cerca de 10 minutos, e não provoca efeitos colaterais.
Com isso, o presidente de 80 anos consegue manter normalmente a agenda de trabalho e a rotina diária durante o tratamento.
Lula deixou o hospital por volta de 7h08 e seguiu para a Base Aérea de Brasília, de onde embarca para agendas em Manaus (AM).
Lula faz primeira sessão preventiva de radioterapia
Tratamento preventivo
A retirada do câncer de pele ocorreu em 24 de abril, em São Paulo. Desde então, o petista vem realizando procedimentos complementares para evitar o retorno do quadro ou uma possível evolução.
Os médicos que acompanham o presidente já explicaram que a lesão é localizada e não apresenta disseminação para outras partes do corpo.
Desta vez, não foi realizada biópsia, como em abril. Naquela época, o material analisado já havia apontado que a lesão era benigna.
O procedimento foi realizado pela segunda vez nesta terça. Com isso, o presidente ainda precisará comparecer regularmente ao hospital para concluir outras 13 sessões do tratamento.
Lula durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil
Reprodução/TV Brasil
Retirada do câncer
Na época da retirada do câncer de pele, a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, que é o tipo mais comum, causado pela exposição crônica ao Sol.
"É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento", disse na ocasião.
O médico Roberto Kalil Filho acrescentou, naquele momento, que a indicação era pela retirada.
"Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção", afirmou.
Lula em agenda em 12 de março.
Reprodução/CanalGov
Queratose
Em fevereiro deste ano, Lula realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose, também chamada de ceratose — um espessamento da camada de queratina mais superficial da pele.
Na época, o procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
🔎 A queratose é um termo amplo, usado para descrever alterações da pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele, explica a dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).