Investigação apura se houve uso indireto de dinheiro público da prefeitura de SP em filme de Bolsonaro

  • 01/06/2026
(Foto: Reprodução)
Investigação apura se houve uso indireto de dinheiro da prefeitura de SP em filme de Bolsonaro As três empresas controladas por Karina da Gama, sócia da produtora que fez o filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro são alvo de buscas da Polícia Civil de São Paulo na operação Wi-Fi. São elas: Go Up; ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB); Go 7 assessoria. Apesar de o foco da operação desta segunda-feira (1º) não ser o filme e sim um contrato com suspeitas de fraude para a instalação de Wi-Fi — celebrado entre a Prefeitura de SP e o ICB, ONG de Karina da Gama — a produtora do filme também foi alvo de buscas. 🔎Conforme o g1 publicou, tanto a ONG ICB quanto a empresa do filme funcionam formalmente no mesmo endereço da Avenida Paulista, mas as duas se mudaram fisicamente para endereços na Rua Haddock Lobo, nos Jardins, sem atualização oficial nos registros estaduais e federais. Isso porque a Justiça aceitou o argumento da Polícia Civil de que todas as empresas controladas por Karina precisavam ser investigadas em seus fluxos de caixa e também pela suspeita de confusão patrimonial (leia mais abaixo). “Durante o período de vigência do contrato administrativo e dos repasses públicos milionários ao Instituto Conhecer Brasil, a investigada teria iniciado a produção de longa-metragem denominado 'Dark Horse', cujo custo estimado variaria entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões, havendo suspeitas de utilização indireta de recursos públicos oriundos do programa municipal para financiamento da produção audiovisual” diz a decisão a que o blog teve acesso. A polícia apontou que: há indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo a Karina e a Go Up; é preciso apurar a suspeita sobre se houve coincidência no fato de a ONG de Karina receber recursos da prefeitura de SP e ter iniciado a produção do filme; se o caso se trata de um desvio de finalidade e uso indireto dos recursos púbicos para produzir o filme. "A representação policial também descreve indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo Karina Ferreira da Gama e a empresa Go Up Entertainment Ltda., produtora cinematográfica sob seu controle direto", prossegue o despacho. Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel. Divulgação via BBC Detalhes da decisão A decisão do juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner descreve autorização para que a equipe policial encarregada pela busca e apreensão abra compartimentos fechados como cofres, armários, caixas, depósitos ou gavetas trancados em caso de recusa de abertura voluntária. O juiz também autorizou acesso, extração e espelhamento de todo o conteúdo armazenado nos dispositivos eletrônicos apreendidos, abrangendo comunicações telefônicas, mensagens de aplicativos, dados de geolocalização, registros de correio eletrônico e arquivos em nuvem vinculados aos aparelhos.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/camila-bomfim/post/2026/06/01/investigacao-apura-se-houve-uso-indireto-de-dinheiro-publico-da-prefeitura-de-sp-em-filme-de-bolsonaro.ghtml


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