BRB pede ao STF que eventuais delações sobre caso Master reservem dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco

  • 02/04/2026
(Foto: Reprodução)
BRB pede ao STF que eventuais delações sobre caso Master reservem dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que eventuais delações sobre o caso Master determinem a reserva de dinheiro para cobrir prejuízos causados ao banco em sua relação com a instituição financeira de Daniel Vorcaro. "No âmbito de procedimentos judiciais relacionados a operações mantidas com o Banco Master, a Companhia protocolou petição incidental com pedido de tutela cautelar, com o objetivo de resguardar seu direito à eventual recomposição integral de danos sofridos", disse o BRB em comunicado ao mercado. Até o momento, não há nenhum acordo de delação premiada assinado envolvendo os investigados no caso Master. Embora não tenha precedentes de pedidos prévios de reparação de prejuízos envolvendo delações. O BRB fala que fez o pedido de forma antecipada como medida preventiva. "A Companhia esclarece que a referida iniciativa possui natureza preventiva e cautelar, não havendo, no presente momento, definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem eventualmente recuperados", diz o banco. “A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada” , diz o comunicado ao mercado. O pedido cita a lei que rege a realização de delação premiada e o Código Penal. O BRB afirmou que “eventuais valores recuperados devem observar a priorização da reparação dos prejuízos causados às partes lesadas”. Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi Entrega do balanço Na noite de terça-feira (31), o BRB afirmou que não cumpriria o prazo definido em lei para divulgar o balanço consolidado de 2025. A legislação brasileira prevê que todas as instituições financeiras no país têm até o fim de março para divulgar suas demonstrações financeiras do ano anterior. O prazo termina às 23h59 da terça. O BRB não informou uma data prevista para a divulgação dos dados. No comunicado de "fato relevante", o BRB informou aos acionistas e ao mercado que a divulgação será postergada em razão da necessidade: "de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à operação 'Compliance Zero'; "da adequada avaliação, pela Administração da Companhia e pelo Auditor Independente, de seus potenciais impactos." Em entrevista ao blog, o presidente do banco, Nelson de Souza, disse que sem a conclusão da investigação interna poderia faltar informações sobre os responsáveis e os números também poderiam sair errados, e que isso foi explicado ao Banco Central. “Pode haver diferença de números ou pessoas que podem ser enquadradas que levam a detectar quem foi que causou esse prejuízo ao BRB”, explicou. “Nós temos uma auditoria em andamento e em seguida vai ser feito espelhamento pela auditoria interna que todos os bancos tem” , disse o presidente do BRB. Segundo Nelson de Souza, o Conselho de Administração do BRB, que é o órgão máximo do banco, já sinalizou que amanhã deve divulgar convocação para uma assembleia em 22 de abril.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/camila-bomfim/post/2026/04/02/brb-pede-ao-stf-que-eventuais-delacoes-sobre-caso-master-reservem-dinheiro-para-cobrir-prejuizos-causados-ao-banco.ghtml


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