Após ataque ao Irã, Itamaraty recomenda evitar Oriente Médio e pede para brasileiros em áreas de risco ficarem em casa
28/02/2026
(Foto: Reprodução) Bombardeio ao Irã deixa Oriente Médio em tensão
Após o ataques coordenado dos EUA e Israel contra o Irã, o Itamaraty divulgou neste sábado (28) um comunicado em que recomenda aos brasileiros evitar viagens a países da região e aconselha às pessoas em áreas de risco a ficarem em casa e monitorar as notícias locais.
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades.
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
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Autoridades de Israel afirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.
O comunicado recomenda que se evite viajar a onze destinos do Oriente Médio:
Irã
Israel
Catar
Kuwait
Emirados Árabes Unidos
Bahrein
Jordânia
Iraque
Líbano
Palestina
Síria
Aos que já estão nesses países, o Ministérios das Relações Exteriores aconselha acompanhar os sites e mídias sociais das embaixadas brasileiras na região e seguir suas orientações, além de seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais.
O Itamaraty pede ainda que os brasileiros evitem multidões e protestos, monitorem a mídia local, não deixem suas casas "sem se certificar de que as condições de segurança permitem" e verifique se os documentos de viagem estão em dia e com ao menos seis meses de validade.
Único caminho para paz
O Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques americanos e israelenses ao Irã e disse que a negociação entre as partes é o único caminho viável para a paz.
"O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", afirmou o Itamaraty em nota.
Na manifestação, o Ministério das Relações Exteriores "apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção", para evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.
O Itamaraty afirmou que as embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos do conflito e que o embaixador brasileiro em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.
Versão 3 - Mapa mostra locais atacados e a retaliação do Irã
Editoria de Arte/g1
O que se sabe do ataque de EUA e Israel:
Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
O espaço aéreo iraniano foi fechado.
40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas.
Exército israelense afirma ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis.
O que se sabe sobre a retaliação do Irã:
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes - países que têm bases norte-americanas.
Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi.
Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.